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22/10/2013
Variados
EMATER INCENTIVA A PROFISSIONALIZAÇÃO DE MULHERES AGRICULTORAS NO MARAJÓ
 

Sessenta mulheres de Portel, no Marajó, assistem, a partir desta terça-feira (22) até a quinta-feira (24), a um ciclo de oficinas de apresentação dos diagnósticos das Unidades Produtivas Familiares (UPFs) que o escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) elaborou sobre a propriedade de cada uma delas. Elas também participam da construção dos Planejamentos de Processos Produtivos relacionados a atividades coletivas.

A programação integra mais uma etapa de uma chamada pública do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), de profissionalização da agricultura familiar feminina do arquipélago e que visa a inclusão social e independência socioeconômica: são 400 mulheres, consideradas em situação de extrema pobreza, de sete municípios – Portel, Soure, Salvaterra, Cachoeira do Arari, Santa Cruz do Arari, Breves e Melgaço.

As oficinas em Soure e Salvaterra foram realizadas no começo de outubro. As ações em Breves e Melgaço estão previstas para novembro. Até o fim do ano, todas as envolvidas receberão, individualmente, a primeira parcela, no valor de R$ 1 mil, de um fomento total de R$ 2.400, para aplicarem conforme os Planejamentos de Processos Produtivos da comunidade de que fazem parte.

“As selecionadas são extrativistas, agricultoras tradicionais e pescadoras artesanais, com renda per capita mensal de até R$ 70, baixíssima escolaridade e produção voltada para a subsistência. Todas têm inscrição no Número de Identificação Social [NIS] e recebem benefícios como o bolsa-família. Nossa atuação é bem ampla e trata não somente da agricultura em si: temos foco em aspectos de educação, saúde e documentação, entre outros. Estamos ajudando a marajoara a assumir seu protagonismo nas discussões públicas”, explica a responsável geral pela chamada pública, a economista Adda Ellen Lima.

De acordo com a coordenadora da chamada pública em Portel, Breves e Melgaço, a engenheira florestal Fabrícia Barros, dificuldades como a  resistência dos maridos e a identificação das tradições já estabelecidas associadas aos potenciais a serem desenvolvidos na região eram previstas e vêm sendo contornadas. “Nossa equipe, por exemplo, inclui pedagogos e psicólogos, que conversam com as famílias inteiras e facilitam a aceitação de uma nova posição social, cultura e financeira da trabalhadora rural”, diz.

Em Portel, as mulheres foram divididas em três grupos, com 20 integrantes cada, representando as comunidades Aratau, Acutiperera e Pacajá. As oficinas acontecem nas três comunidades. A proposta é integrar interesses e sistemas de trabalho entre as famílias que residem nas mesmas zonas.

“Porém, obviamente, o recorte geográfico do Marajó é diferenciado: as propriedades ditas ‘vizinhas’ se localizam a muito tempo de remada numa canoa, uma da outra. Um dos principais desafios da Emater, assim, é ajudar os grupos a criar meios de realmente construírem uma identidade produtiva, com as mulheres pensando e trabalhando juntas”, diz o supervisor do escritório regional do Marajó, o sociólogo Alcir  Borges.

Comunicação/AMAM
 
  
 
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