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29/06/2011
Variados
PARÁ É O 7º DO PAÍS NA GERAÇÃO DE EMPREGOS
 

O Pará vem se firmando como um dos estados que mais têm gerado emprego. No ranking nacional, encontra-se na sétima posição, perdendo apenas para alguns estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, que devem ser sedes da Copa do Mundo em 2014. No ano de 2010, foram gerados 54 mil postos de trabalho, sendo o maior recorde dos últimos tempos no Estado. Já nos cinco primeiros meses de 2011, já surgiram 12 mil empregos.

 

Esses dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) foram divulgados durante coletiva realizada ontem na Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego e Renda (Seter).

 

Esse novo mapa do emprego no Estado, que foi analisado com base em 51 dos 144 municípios do Pará que têm mais de 30 mil habitantes, mostra que, apesar de a capital paraense ainda ser responsável pela maioria das vagas (30%), os municípios do interior, juntos, já representam um potencial grande de crescimento.

 

Os números levam em consideração o tipo de atividade que é desenvolvida nas regiões. “O setor do serviço, comércio, agropecuária, construção civil e principalmente a mineral extrativista são as atividades que mais têm chamado os trabalhadores e seu foco principal está no interior”, comentou o economista e coordenador técnico do Dieese, Roberto Sena.

 

Sena comenta que as análises apontam que o cenário é positivo e que a tendência é que esses postos de trabalho aumentem ainda mais fora da capital, graças aos novos polos de desenvolvimento. “Cidades como Marabá e Santarém possuem uma demanda muito grande de oferta de emprego. O que falta é a mão de obra qualificada para o serviço específico”, diz.

 

E a falta de qualificação ainda é o maior desafio para o preenchimento das vagas existentes e o investimento local. Dentre os municípios que foram analisados, sete regrediram no seu crescimento. Para Júnio Hage, titular da Seter, essa regressão se explica pela falta de estudo e planejamento. “Primeiro é necessário identificar a demanda da empresa e depois realizar um trabalho especifico para vencer essa barreira e ocupar as vagas existentes e, assim, alavancar a economia”, garante.

 

Para tentar reverter a situação da mão de obra desqualificada, será traçado um plano de trabalho para a qualificação de trabalhadores. O consultor técnico Marcel Souza, da Fiepa, afirma que, para que os trabalhadores locais tenham uma chance, é necessário que o governo invista em programas de capacitação. “É preciso fazer um cadastro da demanda e assim diagnosticar onde há a maior falha e trabalhar em cima dela”, considera. (Diário do Pará)
Comunicação - AMAM
 
  
 
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