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03/01/2012
Variados
É ESTÁVEL O QUADRO DE SAÚDE DAS MENINAS ESCALPELADAS
 

É estável o estado de saúde das duas meninas vítimas de escalpelamento que deram entrada neste fim de semana na Santa Casa de Misericórdia de Belém. C.M.S., de 10 anos, e A.G.M., de 13, de Portel, no Marajó, e Oeiras do Pará, no baixo Tocantins, respectivamente, estão sendo medicadas com antibióticos e recebem atenção especial de uma equipe de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

 

Nesta terça-feira, 3, pela manhã, a mais jovem foi submetida a um curativo cirúrgico, que ajudará na regeneração dos tecidos para uma cirurgia reparadora e implantação de enxertos. A adolescente de 13 anos passa pelo mesmo procedimento ainda nesta terça-feira à tarde.

 

No final da manhã desta terça, o corpo de médicos da Santa Casa divulgou boletim médico descrevendo por completo o estado de saúde de cada menina. C.M.S, que sofreu escalpelamento total com exposição óssea, encontra-se com infecção na área lesada, faz uso de antibióticos e aguarda melhora para continuar o tratamento com cirurgia reparadora e ortopedia. “Seu estado geral está estabilizado”, complementa o boletim.

 

A adolescente A. G. M apresenta exposição parcial do calote craniano, depois do curativo de hoje à tarde, aguardará avaliação médica mais detalhada que está agendada para esta quarta-feira, 4. De acordo com a coordenadora do Programa de Assistência Integral às Vítimas de Escalpelamento (Paives), Socorro Ruivo, o quadro geral da jovem de 13 anos é melhor que o da menina de 10. “Ela estava melhor nutrida e, além disso, passou por um procedimento na cidade dela. O médico recolocou o couro cabeludo, mas ainda estamos observando para nos certificar se o procedimento foi bem sucedido”, informou.

 

Socorro ressaltou ainda que, apesar da violência do acidente, ambas as meninas não tiveram a estrutura auricular, cervical e das pálpebras prejudicadas. “Em alguns acidentes a violência é tão grande que as vítimas chegam a perder as orelhas, pálpebras ou ter a estrutura cervical prejudicada. Não foi o caso das duas meninas”, destacou.  

 

Acidentes de motor

 

No Estado do Pará, segundo a Santa Casa,  há registros de mais de 250 vítimas de escalpelamento, no período de 1982 a 2011, distribuídos na Mesorregião do Marajó, Região Metropolitana, Região Nordeste e Baixo Tocantins. A Fundação Santa Casa, desde 2006, é referência estadual na assistência, por meio do Paives, que visa prestar assistência integral, humanizada e multidisciplinar às vítimas e seus acompanhantes.

 

De acordo com Ruivo, o ano passado registrou a mesma quantidade de vítimas de 2010, oito no total, mantendo a redução do número desse acidente. “Em 2009 foram 19 casos atendidos aqui na Santa Casa. Esse número foi reduzido em 2010 e mantivemos a mesma redução no ano passado”, explicou a coordenadora.

 

Ela conta que o escalpelamento é combatido no interior por meio de ações preventivas, de conscientização, que levam informação para a população ribeirinha. Em 2011, a campanha foi desenvolvida pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) nos municípios que concentram o número de casos, entre eles Portel. Em parceria com outros órgãos, como a Capitania dos Portos e a Santa Casa, a Sespa conscientizou a população com palestras sobre segurança nas embarcações e os primeiros cuidados em caso de acidente.

 

Claudete Moraes, de 30 anos, mãe da pequena C.M.S, de 10 anos, afirmou que tinha conhecimento dos riscos de um acidente de motor e que se precaveu para que isso não acontecesse. “Eu já tinha participado das campanhas, tanto que o nosso barco tem a proteção no eixo, mas a minha filha foi muito teimosa. Num descuido meu, ela levantou a tampa para pegar uma moeda que havia caído e o acidente aconteceu. Mas graças a Deus ela aqui está medicada e irá se recuperar logo”, relatou a mãe, que acompanha a filha na Santa Casa. Ela faz um alerta para as outras mães: “Muito cuidado, principalmente com as crianças. Mesmo com a proteção no motor, todo cuidado é pouco”.

(Agência Pará de Notícias)

Comunicação - AMAM
 
  
 
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