O Pará receberá R$ 2,9 milhões para ações de combate à hanseníase e à esquistossomose, informou ontem o Ministério da Saúde. O Pará é o terceiro Estado com maior volume de recursos, de um total de R$ 25,9 milhões para que os 26 estados e o Distrito Federal fortaleçam as ações de Vigilância Epidemiológica (promoção, prevenção e controle) contra a hanseníase, esquistossomose e tracoma.
As doenças negligenciadas - também chamadas de doenças em eliminação - são causadas por agentes infecciosos ou parasitas, além de serem consideradas endêmicas em populações de baixa renda. Para obterem os recursos, os municípios definiram, juntamente com os seus estados, os planos de ações de cada região para o controle dessas doenças. Os municípios selecionados estão em regiões consideradas endêmicas e que necessitam de ações articuladas entre os gestores do SUS.
Reportagem de O LIBERAL no último dia 28 mostrou que o Pará teve em 2011 uma taxa de incidência de hanseníase três vezes maior que a média nacional, com 46,35 casos para cada cem mil habitantes. A média nacional é de 15,88. Com isso, o Pará ocupa a quinta colocação em número de casos da doença, abaixo apenas do Mato Grosso (77,89), Tocantins (72,14), Rondônia (52,55) e Maranhão (50,91). No mesmo período, o Pará teve 16,90 casos da doença a cada cem mil habitantes menores de 15 anos. Nesse item, o Pará é o quarto Estado com maior incidência. A média nacional ficou em 4,77.
Fonte: O Liberal