O Congresso Nacional lançou na última semana a Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Navegação Fluvial na Amazônia. Criada em 2009, a frente é formada por 215 deputados e seis senadores e tem o objetivo de reduzir o alto índice de acidentes com embarcações no Norte do País, além de fomentar a economia da região.
Um senador e dez deputados do Pará integram a frente. São eles: senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e os deputados: Josué Bengtson (PTB), Zequinha Marinho (PSC), Cláudio Puty (PT), Zé Geraldo (PT), Miriquinho Batista (PT), Lira M a i a ( DE M ), A sd r ú ba l Bentes (PMDB), José Priante (PMDB), Wandenkolk Gonçalves (PSDB) e Lúcio Vale (PR). A coordenadora da frente, deputada Janete Capiberibe (PSB-AP), explicou que o objetivo do grupo é promover a navegação segura na Amazônia. Segundo a parlamentar, cerca de um milhão de embarcações navegam em rios da bacia amazônica (cerca de 18.300 quilômetros de hidrovias). Para Janete, é importante que deputados se engajem na causa. “Vamos incidir sobre o poder público para levar o empenho com que os governos tratam as hidrovias e a navegação de grande escala também à navegação de cargas e de passageiros local e regional, imprescindível para o desenvolvimento econômico e o cotidiano daquelas pessoas”, afirma. Para o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) o Governo Federal deve priorizar os investimentos em infraestrutura, sobretudo em hidrovias na Amazônia. “O poeta escreveu bem e sintetizou o que os rios significam para os amazônidas: eles são nossas ruas e estradas. Porém, infelizmente, os governos federais de plantão não investem nessa área, que poderia reduzir custos, aumentar a competitividade dos nossos produtos, gerar emprego e renda e, além de tudo isso, diminuir o tráfego nas estradas, o que certamente diminuiria os acidentes e as mortes. É só usar nossos caminhos naturais, nossas estradas naturais, que são os rios”, disse o senador, citando o poeta paraense Ruy Barata. Flexa Ribeiro relatou ainda o esforço que a bancada do Pará e o Governo do Estado fazem para pressionar o Governo Federal a executar as obras de derrocamento do Pedral do Lourenço, viabilizando a Hidrovia do Tocantins, fundamental para a instalação de um polo industrial em Marabá. “Depois de trinta anos concluíram as Eclusas de Tucuruí, mas faltam essas obras para viabilizar a hidrovia durante todo o ano. É uma obra pequena, mas não saiu ainda, por não ser prioridade do Governo Federal. Estamos atualmente nessa luta e esperamos que a Frente Parlamentar também lute por essa obra. Vamos trabalhar juntos naquilo que nos une na Amazônia. E os rios, as hidrovias, nos unem”, avalia Flexa Ribeiro.(O Liberal).