Mais de 200 professores da rede pública de ensino de Anajás, município do Arquipélago do Marajó, foram capacitados pela oficina de educação ambiental e reciclagem de lixo promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), na quinta-feira (5). A ação faz parte da Caravana Pro Paz Cidadania Presença Viva, que está no município desde o dia 4 de abril.
A oficina aconteceu durante todo o dia e começou com uma dinâmica de grupo, seguida de palestras sobre poluição do meio ambiente causada pelo lixo e as alternativas para diminuir os impactos ambientais, por meio de iniciativas individuais. Mas a maior parte do tempo foi dedicada à produção de artesanato com materiais recicláveis, desde a produção de objetos que podem ser utilizados em sala de aula até produtos utilitários, como bolsas e pufes.
O professor de Artes e História, Raimundo de Vasconcelos, que trabalha na comunidade Santa Rita do Baixo Anajás, enfrentou oito horas de barco só para participar da oficina. Para ele, a reciclagem de materiais oferece novas possibilidades para melhorar as aulas. “A gente só tem a ganhar com essa oficina. O que estou aprendendo, vou poder repassar aos meus alunos e incentivá-los a usar esses materiais nos trabalhos, tanto para diversificar as aulas quanto para conscientizá-los sobre o lixo”, ressaltou.
Geração de renda - Despertar a consciência para o problema da destinação do lixo e dar alternativas para novos instrumentos de ensino são as metas iniciais que a Sema pretende alcançar com a oficina, mas a geração de renda é um dos focos principais do projeto.
A técnica em Gestão Ambiental da Sema, Maria Graciete Santana, explicou que a oficina desenvolvida na caravana já alcançou resultados que ultrapassaram a expectativa dos organizadores, como aconteceu no município de Portel, onde os participantes montaram uma associação de artesãos logo após a realização da oficina.
“A gente espera que esse trabalho não seja desenvolvido apenas na sala de aula, mas que seja levado aos pais e familiares dos alunos, incentivando a geração de renda com a venda dos produtos feitos com materiais recicláveis. Esse é o principal benefício que podemos deixar nos municípios onde realizamos a oficina”, reiterou Graciete Santana.
Para a professora de Ciências Fátima Palheta, a ação da Sema na caravana é um incentivo ao desenvolvimento do conhecimento, uma semente que pode gerar muitos frutos, inclusive na auto estima da população.
“O povo de Anajás é muito carente de tudo. A chegada da caravana ao nosso município é uma prova de que o governo não se esqueceu da gente, apesar da distância geográfica, e isso nos deixa muito alegres. Como professora, fico feliz em ver que a caravana se preocupou em trazer projetos educativos, como essa oficina, e não apenas saúde e retirada de documentos, que são muito necessários para nós, mas a educação que é o que muda a sociedade”, afirmou Fátima Palheta.
Fonte: Agência Pará