O vice-governador do Estado, Helenilson Pontes (ao centro), participou do lançamento do plano Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que deve fomentar a atividade pesqueira no país, sobretudo no Pará. O plano do governo federal foi apresentado pela presidente Dilma Rousseff, na manhã desta quinta-feira (25), em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília.
FOTO: CARLOS SILVA/ AG. PARÁ
O governo federal lançou nesta quinta-feira (25), em Brasília, em cerimônia no Palácio do Planalto, o Plano Safra da Pesca e Aquicultura, que deve fomentar a atividade pesqueira no País, sobretudo no Pará. O plano prevê investimentos de R$ 4,1 bilhões para a modernização da pesca e o fortalecimento da indústria e do comércio pesqueiro, com o objetivo de transformar o potencial do setor de todo o país em uma atividade econômica competitiva e lucrativa. A meta é produzir dois milhões de toneladas anuais até 2014.
"O Brasil tem oito mil quilômetros de costa e 13% da água doce do planeta, e grande parte dessa água está na Amazônia, especialmente nos rios do Pará. Então, para nós, é uma noticia alvissareira que o governo federal tenha colocado a aquicultura e a pesca no plano de desenvolvimento nacional. O Pará tem uma tradição já na pesca e aquicultura”, disse o vice-governador do Estado, Helenilson Pontes, presente à cerimônia.
“Agora, com esse apoio do governo federal, tratando a atividade como trata, por exemplo, a agricultura familiar, com o Plano Safra, aliando crédito de um lado e assistência técnica de outro, temos certeza que vamos promover a inclusão de um contingente enorme de pescadores, agrupando inclusão das atividades sociais e serviços públicos que melhorem a vida, a qualidade e a renda dessas pessoas que dedicam a sua vida à pesca no Estado", enfatizou.
O próximo passo, agora, é o detalhamento do plano, disse Helenilson. “Importante eu registrar que o Pará está sintonizado com a política nacional implantada hoje pela presidente Dilma Rousseff, de um Plano Safra para a Pesca e Aquicultura. Faremos todos os esforços para incluir cada vez mais pescadores paraenses dentro dessa estratégia nacional de apoio ao setor. Vamos ter uma reunião com o ministro da Pesca, Marcelo Crivella, para detalhar e saber exatamente o que toca o Pará nesse primeiro momento. Vamos estar organizados numa grande política estadual de alinhamento à política federal de apoio à pesca e aquicultura no Pará", acrescentou o vice-governador.
Durante a apresentação do plano, a presidente Dilma Rousseff disse que não medirá esforços para transformar o país em uma potência de atividade pesqueira. "Recursos não vão faltar se eles forem gastos de forma produtiva e efetiva. Vamos fortalecer a atividade pesqueira no Brasil. As linhas de crédito do Pronaf agora também irão contemplar os pescadores", afirmou a presidente, ressaltando que, atualmente, o país é somente o 23º lugar no ranking da produção mundial de pesca e o 17º em aquicultura.
"Esse descompasso entre o nosso potencial, dada as nossas condições naturais e ao dinamismo da atividade da pesca e aquicultura, pretendemos rompê-lo. Acredito que o que ganhamos de mais estratégico nesse processo foi a consciência da importância desse setor, esse setor de aquicultura e pesca. Nós quem? Nós, governo, e nós, cada vez mais, sociedade", enfatizou.
Entre as ações previstas no plano, há liberação de linhas especiais de crédito, com juros menores, prazos de carência maiores e ampliação dos limites, assistência técnica e extensão rural a 120 mil famílias de pescadores e aquicultores. Segundo o ministro Marcelo Crivella, hoje metade dos pescadores brasileiros depende do Bolsa Família.
O país tem, de acordo com o ministro, cerca de um milhão de pescadores. Com o plano, o governo também pretende resgatar 100 mil famílias da linha da pobreza. Também estão previstas a escavação de 60 mil tanques para produção de 78.750 toneladas de pescado ao ano e a criação do Consórcio Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento de Novas Tecnologias.