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No dia 17 de janeiro de 2013, no auditório Dalcídio Jurandir, localizado no prédio da Associação dos Municípios do Arquipélago do Marajó – AMAM, ocorreu reunião com a participação dos novos gestores eleitores e reeleitos do Marajó, assessores dos Prefeitos, assessores técnicos da AMAM, a coordenadora geral do projeto "Horta Paroquial", que é de autoria da Prelazia do Marajó, tendo como bispo prelado o Monsenhor Dom José Luiz Azcona, o pesquisador Marajoara Agenor Sarraf Pacheco, Doutor em História Social e o Major Cintra, Oficial Comandante do 9ª Batalhão de Polícia Militar de Breves.
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| Major Cintra |
As palavras iniciais do Presidente da AMAM, Sr. Pedro Rodrigues Barbosa foram de parabenização aos prefeitos eleitos e reeleitos pelo mandato que a eles foi confiado. logo após, iniciou falando sobre o primeiro tema em pauta: “Sistema Público de Política Previdenciária”, onde revelou que poucos municípios Marajoaras estão regularizados com a Previdência Social. Em seguida o Presidente ofertou a palavra ao Major Cintra, que tratou a respeito de levar um maior efetivo para a região Marajoara, falou que é preciso verificar o aumento do poder de fogo policial, pois o objetivo é aumentar o contingente para equilibrar o número de Policiais da região das Florestas com o da região dos Campos Marajoara. O Major Cintra mostrou que a região das Florestas precisa aumentar o efetivo e pediu a união das Prefeituras, Câmaras Municipais e Deputados. Observou também que no Marajó o maior número de crimes se da com crianças e adolescentes e não há Juizado da Criança e do Adolescente no Marajó. É preciso que os Fóruns municipais efetivem o Juizado nos municípios, onde só há a Polícia Militar e Civil pra conter a criminalidade, após isso agradeceu a oportunidade. O Presidente Pedro tomou novamente a palavra e explanou sobre a saúde pública no Marajó, apresentou alguns nomes que trabalham a saúde no Arquipélago. Tomaram a palavra respectivamente, o Senhor José Raimundo Farias de Moraes e a Senhora Marilda Coordenadores da Comissão dos Intergestores Regionais do Sistema Único de Saúde. Explanaram a respeito do financiamento da Saúde no Marajó que se dá somente pelas esferas municipal e federal, sem a participação do Estado. Mostraram a dificuldade na realização das ações eficazes na saúde com verbas tão baixas, pois fazer saúde no Marajó é dispendioso em virtude das várias divergências geográficas do Arquipélago. Falou-se do Hospital Regional do Marajó, no município de Breves, a implantação do HRM, criou na população a expectativa de que todos os casos de média e alta complexidade seriam resolvidos lá, mas muitos ainda estão vindo para Belém. Falou-se do Tratamento Fora do Domicílio - TFD onde, por exemplo, o município de Portel recebe para custear as despesas pagas pelo TFD um valor estimado em 13 mil reais, porém o valor que se arca já chegou em até 80 mil reais, e é o município que tem a responsabilidade de orçar com a despesas extras. Outro ponto da pauta foi a situação da malária emAnajás, que preocupa tanto autoridades sanitárias quanto a população. Os gestores querem um trabalho mais integrado com o Estado, unindo as ações do Nível Central da Sespa, da 7ª e 8ª Regionais de Saúde, e as secretarias municipais. Precisa-se da união dos Prefeitos, do COSEMS-PA e da AMAM para cobrar respostas.

Tomou a palavra o Prefeito Municipal de Breves, Xarão Leão, que sugeriu a participação da oitava e da sétima regional. Comentou a situação o professor Agenor Sarraf, que sugeriu diagnóstico por áreas de trabalho, o desenho das propostas de melhorias e ficou em aberto um novo encontro com os Secretários de Saúde. A Técnica Rose da AMAM tomou a palavra e explanou a respeito da educação no Marajó e a respeito de algumas reuniões que ela participou na SEDUC do Transporte escolar, falou do PAFOR, Programa Mais Educação, Municipalização, que o município que ainda não é municipalizado deve pedir pra arquivar e dar continuidade do processo. Pedro Barbosa falou sobre a problemática da educação do ensino médio nas comunidades. Passada a palavra ao Sr. Professor Agenor Sarraf, que relatou vários fatores responsáveis pelo atraso na educação marajoara e falou sobre a primeira coleção de livros intitulado: “REMANDO POR CAMPOS E FLORESTAS”, um valioso apanhado histórico baseado em vasta pesquisa feita por professores da UFPA, que em 2014 disponibilizará uma equipe pra ir até os municípios consultar se o material está sendo usado nos municípios através de pesquisa com alunos, professores e pais de alunos. (livro didático regional no Marajó). Professores e escolas receberão e depois serão os alunos.
Isa Cristiane, falou sobre a horta comunitária paroquial, que é um projeto social que trata de reeducação alimentar e geração de renda para famílias em situação de risco, iniciado em Breves e Melgaço e após em Portel e recebeu o convite do D. Alecio da arquidiocese de Ponta de Pedras para ir até aquele município.
Foi mencionado o fator cultural marajoara e da renda que as famílias poderão ter além de tirar a alimentação da horta. Projeto sócio educacional basicamente pra geração de renda e reeducação alimentar para as famílias, e a horta paroquial dará a condição para minimizar os índices da má alimentação, influenciando na mudança de hábito nutricional. Pedro Barbosa agradeceu a presença de todos os Prefeitos presente. Informou que a AMAM está a disposição no que for possível fazer.
Texto:
Elenice Oliveira/AMAM
Edição e fotos/vídeo.
Joabher Bentes – Comunicação/AMAM
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