Em 90 dias
após o evento, municípios devem começar a adotar medidas e ações para combater
a pobreza no País, avalia secretário do MDS.
Após o Encontro de Prefeitos e Prefeitas, a
intenção do governo federal é de que os mandatários voltem aos seus municípios em
condições de deslanchar uma série de ações de combate à pobreza ainda nos
primeiros 90 dias de suas gestões, destacou o secretário extraordinário para
Superação da Extrema Pobreza do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate
à Fome (MDS), Tiago Falcão.
Para estimular as ações, o secretário falou
sobre o Programa Nacional de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho – Acessuas
Trabalho. O programa que tem como objetivo a integração dos usuários da
assistência social ao mercado por meio de ações articuladas, como a
intermediação de mão de obra entre potenciais trabalhadores e empregadores, e o
incentivo ao empreendedorismo individual ou coletivo de economia solidária
(criação de cooperativas, por exemplo).
Uma das ações que também fazem parte da
inclusão produtiva urbana é o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e
Emprego (Pronatec), informou Tiago Falcão. O programa já tem mais 266,7 mil
inscritos.
O Pronatec Brasil Sem Miséria, já possui mais
de 266,7 mil inscritos. De acordo com
Falcão, o Programa pode ser instituído por meio de convênios com os
institutos técnicos federais, redes estaduais de educação profissional e
Sistema S (Senai, Senac, Senat e Senar). “São cursos que têm entre 160 e 190
horas de duração e oferecidos por instituições reconhecidas”, disse o
secretário, durante a oficina.
A oficina inclusão produtiva, faz parte de um
dos eixos do Brasil Sem Miséria, plano lançado pela presidenta Dilma Rousseff
em 2011, com objetivo de superar a extrema pobreza.
Além de intermediar a disponibilização de
vagas de emprego, Tiago Falcão destacou que é importante que os gestores
estejam atentos às necessidades e carências de mão de obra dos municípios para
direcionar a qualificação da população. Isso é importante para garantir que o
mercado de trabalho consiga absorver esses profissionais. Por isso, o
secretário sugeriu o diálogo permanente entre poder público municipal e o
empresariado local.
DIFICULDADES
Os secretários municipais aproveitaram para
compartilhar as dificuldades em implantar os programas nacionais em seus
municípios. De acordo com eles, os entraves vão desde a falta de conhecimento
das ações que podem ser implantadas até as questões específicas de cada cidade.
Para a nova secretária municipal de
Assistência Social de Porto Velho (RO), Josélia Silva, a principal dificuldade,
neste início de gestão, é estabelecer parcerias para implantar os programas.
Mesmo assim, ela se mostrou confiante, depois de participar da oficina. “A
proposta do governo federal de combate à extrema pobreza é séria”.
Também participaram da oficina o diretor de
Inclusão Produtiva do MDS, Luiz Müller; a diretora de Proteção Social Básica do
MDS, Léia Braga; a coordenadora-geral de Apoio à Execução de Projetos e
Serviços, Lídia Barbosa; e o diretor da Rede Profissional e Tecnológica do
Ministério da Educação (MEC), Marcelo Feres.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento Social.